Dançarina Imperfeita
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Dançarina Imperfeita: é mais do mesmo? | Diagnóstico

Em um dos últimos lançamentos de comédia romântica, a Netflix nos apresenta Quinn Ackermann (Sabrina Carpenter), uma estudante nota dez que investiu toda a sua educação no currículo perfeito para entrar na Duke, a faculdade dos sonhos. No dia de sua entrevista, no entanto, suas notas e trabalhos voluntários e nada são a mesma coisa. Quando o time de dança famoso de sua escola, os Thunderbirds, vira um tópico durante a conversa, ela inventa que – claro, que sim – está no time e vai participar da próxima competição. Mas ela não tem ideia de como dançar. Esse é o pontapé de Dançarina Imperfeita.

Agora, Quinn precisará de um grupo de dança e, quando a estrela da escola a recusa, ela começará o seu próprio time. Tudo o que ela precisa é de, bom, talentos escondidos na escola e um bom coreógrafo. Determinada até o fim, Quinn encontra em Jake Taylor (Jordan Fisher)o profissional perfeito para o papel. Só resta convencê-lo e rápido porque a competição que declarará o seu futuro na Duke é em poucos meses.

Dançarina Imperfeita, mas perfeita

A nova comédia romântica da Netflix repete o caminho de muitas outras com a reviravolta de personalidade, a competição e a esperança nas fontes mais inusitadas. Ela ainda continua a nos fazer de bobos com aquela protagonista que diz não dançar nada, mas na verdade dança como se fizesse aulas desde bebê. Mas é aquela coisa, né: a gente adora isso!

A receia de bolo da comédia romântica funciona que é uma beleza em Dançarina Imperfeita. Quinn é uma protagonista carismática, seu grupo de dança tão diverso – apesar de pouco destaque no roteiro – é muito legal e, obviamente, Jake Taylor é maravilhoso e arrebenta na dança. É mais um filme para entrar para a lista de “filmes que confortam” para aqueles finais de dia ou de semana em que você só quer ver uma coisa leve.

Dançarina Imperfeita

Todo brilho a Sabrina

Uma coisa que me saltou aos olhos foi o protagonismo da Sabrina Carpenter. Jordan Fisher, nosso queridinho de P.S.: Ainda Amo Você, dançou bastante, fez o seu papel de par romântico e… Foi isso. Seu personagem tinha uma história bacana ao fundo, mas não foi bem trabalhada. E, como eu já disse, o resto do grupo de dança poderia ter sido mais humanizado e um pouco menos estereotipado para falar a verdade.

Além disso, a melhor amiga de Quinn, Jass, e o líder dos Thunderbirds, Isaiah, podiam ser mais do que o papel fixo de melhor amiga que salva a vida da protagonista e o vilão da história. O filme tem uma hora e meia, sabe? Dava para alongar um pouco mais e desenvolver esses pontos. Enfim, eu esperava um pouquinho mais do que as bases do gênero lá dos anos 2000.

Ainda assim…

Ainda assim, o filme é divertido e, convenhamos, como não se apaixonar por Jordan Fisher? Inclusive, sigam ele no TikTok, vale a pena. Além disso, a trilha sonora é muito boa e faz a gente querer dançar também. Acho que com o olhar de 2020, preenchido com todas as questões de diversidade que viemos aprendendo e tentando aplicar, fica impossível não criticar como eu fiz. Só assista ao filme sem grandes expectativas e sem esperar uma grande representatividade.



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Apaixonada por música, cinema, moda e literatura, história mundial e andar de bicicleta. Sonha em ter muitos carimbos em seu passaporte.

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