Homem-Aranha no Aranhaverso
Críticas

Homem-Aranha no Aranhaverso | Crítica

Eu não sei você, mas eu já estou super acostumada a ver os filmes da Disney Pixar ganharem todas as premiações. Com a exceção de Como Treinar Seu Dragão, outros estúdios comemoram a indicação e… É isso aí. Por isso, quando anunciaram que o Globo de Ouro de animação iria para Homem-Aranha no Aranhaverso, recebi o incentivo final para assistir o filme.

Ok, ok, a Marvel faz parte da Disney. Sim, eu sei. Entretanto, o que quero dizer aqui é que há um estilo e uma proposta diferente. Miles Morales e seu encontro interdimensional com outros Aranhas não seguem os padrões estéticos da Disney e, olha, você vai agradecer por isso. Mas, vamos com calma que a gente chega lá.

Um Homem-Aranha incomoda muita gente…

Seis então! Bom, isso para os vilões, é claro. E isso é justamente o que Miles Morales vai sentir na pele. Miles não gosta muito de estudar. Seus pais investem em uma educação tradicional, mas a vocação dele está nas ruas com seus muros prontos para receber arte. É justamente em um desses momentos que sua vida muda: uma aranha peculiar morde a sua mão.

A próxima coisa que vemos é um Miles bem confuso, com novas habilidades, esbarrando com o Homem-Aranha no meio de uma briga para evitar o fim do mundo com a explosão da dimensão em que vivem. Uma experiência com as diferentes camadas da realidade, envolvendo um vilão muito rico e forte e uma máquina gigantesca, traz para a vida de Miles muito mais do que os poderes de Aranha, traz outros cinco heróis como ele.

Nós acompanhamos, então, duas lutas: uma interna, de Miles com seus poderes e seu dever; e uma externa, contra a reunião de vilões mais incrível que eu já vi no universo Marvel para acabar com a experiência antes que ela acabe com tudo.

Problemas com o tempo, o fim do mundo e blá blá blá

A artimanha e o obstáculo centrais desse filme não são exatamente novidade no mundo dos super-heróis. Afinal, brincar com tempo e dimensões ampliam o arco de possibilidades das suas vilanias. Mas o mais legal disso foi a promoção do encontro de todos os Aranhas que não se resumem ao clássico Peter Parker.

Conhecemos o Homem-Aranha Noir, ambientado na década de 30; o Porco-Aranha, um desenho animado; a Spider Gwen, sim! Uma Mulher-Aranha!; Peni Parker, a menina-aranha asiática (a mais interessante); e outro Peter Parker, uma outra versão “derrotada na vida”. Nesse link do site Aficionados, você pode conhecer vári@s Aranhas – mas cuidado, tem spoilers gerais.

A questão aqui é o choque e a complementaridade entre eles. De culturas e mundos tão diferentes, cada Aranha se completa na sua diversidade. Assim, fortalecem a si mesmos e a Miles, nosso protagonista, ajudando-o a se encontrar e a dominar seus poderes.

Homem-Aranha no Aranhaverso: explosão de encontros

Não era o bastante ter seis Aranhas no filme. Também era pouco vermos quatro vilões. Tinha que ter mais um encontro nessa história e ele é técnico. Os apaixonados por HQ vão delirar quando assistirem o filme porque todos os traços das páginas dos quadrinhos estão lá. Os efeitos de luz, os pensamentos em caixa, o sensor Aranha (!!!) e muitas outras táticas exploram a estética dos quadrinhos e as levam para o cinema e, nossa, que encontro.

Não poderia deixar de falar sobre a trilha sonora aqui neste tópico, nem sobre o roteiro bem montado. A trilha ambienta tão bem o público quanto conversa com as cenas e o protagonista. Já o roteiro, bem equilibrado e elaborado, não deixa pontas soltas e enriquece a animação.

Peter Parker ou Miles Morales: tanto faz, só veja

Homem-Aranha no Aranhaverso é aquela animação que agrada a todos. De fãs de quadrinhos àqueles que só queriam fazer hora no cinema, todos vão sair satisfeitos. Inclusive, já torço por ele em todas as premiações que vierem porque realmente consegui entender a escolha do Globo de Ouro.


Confira o trailer:

Apaixonada por música, cinema, moda e literatura, história mundial e andar de bicicleta. Sonha em ter muitos carimbos em seu passaporte.

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